E de tanto açoite do acaso, ela se fechou numa casca.
Espessa, densa, impenetrável.
Porém continuava vivendo lá, escondida. Sozinha em si mesma, é verdade. O medo da mágoa, infelizmente, provoca esses artefatos.
Mas, ela resolveu olhar por uma fresta. Afinal, já era tempo de abandonar o casulo.
Aos poucos foi arriscando. Uma espiada, um lampejo, um passinho...
E saiu. E continuou sorrindo para a vida, pois não sabia ser diferente.
E acreditou.
E foi espontânea, íntegra, sem meios termos.
E novamente... A decepção...
Ela luta então para não se recolher à casca.
Porque está cansada de tanta metamorfose.
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