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terça-feira, 30 de abril de 2013

Do contra, mas a favor!

Todos estes que aí estão

  Atravancando o meu caminho,

  Eles passarão.

  Eu passarinho! "


Poeminha do Contra, de Mário Quintana

domingo, 7 de outubro de 2012

Sim, estrelas!



"Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos se não fora
A mágica presença das estrelas!"
Mário Quintana


Fonte: http://www.poesiaspoemaseversos.com.br/mario-quintana-poemas/

domingo, 30 de setembro de 2012

Um pouco de Gandhi

"Tenha sempre bons pensamentos
porque os seus pensamentos se transformam em suas palavras

Tenha boas palavras
porque as suas palavras se transformam em suas ações

Tenha boas ações
porque as suas ações se transformam em seus hábitos.

Tenha bons hábitos
porque os seus hábitos se transformam em seus valores

Tenha bons valores
porque os seu valores se transformam no seu próprio destino."


"Happiness is when what you think, what you say, and what you do are in harmony. "
Mahatma Gandhi

Fonte da figura: http://www.ourstressfullives.com/happiness-quotes.html

sábado, 7 de janeiro de 2012

Soneto XVII

No te amo como se fueras rosa de sal, topacio
o flecha de claveles que propagan el fuego:
te amo como se aman ciertas cosas oscuras,
secretamente, entre la sombra y el alma.

Te amo como la planta que no florece y lleva
dentro de sí, escondida, la luz de aquellas flores,
y gracias a tu amor vive oscuro en mi cuerpo
el apretado aroma que ascendió de la tierra.

Te amo sin saber cómo, ni cuándo, ni de dónde,
te amo directamente sin problemas ni orgullo:
así te amo porque no sé amar de otra manera,

sino así de este modo en que no soy ni eres,
tan cerca que tu mano sobre mi pecho es mía,
tan cerca que se cierran tus ojos con mi sueño.



Um dos Cem sonetos de amor, de Pablo Neruda.

Mais? Visite:
http://www.ciudadseva.com/textos/poesia/100sone.htm

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Momento Florbela Espanca

Em homenagem às minhas amigas poetisas!

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!
Mais de Florbela Espanca? Visite o Jornal de Poesia em http://www.revista.agulha.nom.br/flor.html

sábado, 27 de agosto de 2011

Momento Olavo Bilac

Incluindo "Via Láctea"...

Sonhei que me esperavas. E, sonhando,
Saí, ansioso por te ver: corria...
E tudo, ao ver-me tão depressa andando,
Soube logo o lugar para onde eu ia.

E tudo me falou, tudo! Escutando
Meus passos, através da ramaria,
Dos despertados pássaros o bando:
"Vai mais depressa! Parabéns!" dizia.

Disse o luar: "Espera! que eu te sigo:
Quero também beijar as faces dela!"
E disse o aroma: "Vai, que eu vou contigo!"

E cheguei. E, ao chegar, disse uma estrela:
"Como és feliz! como és feliz, amigo,
Que de tão perto vais ouvi-la e vê-la!"

_______


"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...

E conversamos toda a noite, enquanto
A via-láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora: "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?"

E eu vos direi: "Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas".










quinta-feira, 9 de junho de 2011

Falando de Pessoa, o Fernando

O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pr'a saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar...




**************



E, ó vento vago
Das solidões,
Minha alma é um lago
De indecisões.

Ergue-a em ondas
De iras ou de ais,
Vento que rondas
Os pinheirais!




Mais de Fernando Pessoa?
Visite o site "Jornal de Poesia"!
http://www.revista.agulha.nom.br/pessoa.html

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Para quem gosta de Clarice Lispector

Por não estarem distraídos

Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.

Para quem quiser ler mais textos de Clarice Lispector: http://claricelispector.blogspot.com/

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Enjoy!

Na verdade não sei o nome desse poema tão curtinho. Só sei que é de William Blake, sobre o nascimento da alegria. E eu adoro!
Eu não tenho nome,
Tenho apenas dois dias de idade.
Como devo a ti chamar?
Feliz eu sou,
Alegria é meu nome,
Doce alegria sobre ti recaia!

Linda Alegria!
Meiga alegria de apenas dois dias de idade,
Doce Alegria, a ti eu chamo;
E tu sorris...

Eu canto para passar o tempo...
Doce alegria sobre ti recaia!