domingo, 2 de novembro de 2014

Na conta certa

Dias loucos...
Gente que não compreende, ou não quer se entender?
Que não descobre, ou decide não achar?
Que quer o "mais", mas se contenta com o "médio".
Fonte: Figura, Weheartit.com.
Citação de "As Vantagens de Ser Invisível",
de Stephen Chbosky.
Ou não quer nada, mas finge almejar.
Dias loucos...

Gente que passa, que fica, não importa, pouco se importa...
Que tem pressa, mas prefere postergar.
Tem fome, mas faz voto de jejuar.
Decide, mas não sai do lugar.
Que encontra, mas prefere perder.
Dias de quê?

E quem paga? Eu? Você?
Pagamos todos, cada um a seu modo.
Uns com alegria, ou com euforia, fantasia...
Uns com a ilusão, outros com a reclusão.
No final, aceitamos a conta do que decidimos.
Cada um o seu quinhão.



quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Aos cinco no muro

Aos cinco, pulei a janela às 23 e fiquei no alto do muro, pois queria ver a festa que estava acontecendo na minha rua.
Rua sem saída, onde meus pais moravam desde antes de se casarem.
Como eu era pequena, na minha cabeça aquele muro era alto, sim, mas eu conseguia escalar.
Já o tinha feito de dia, então não eram simples detalhes que me fariam não subir só porque estava de noite. E porque toda a família - avós, tios, mãe, mas não meu pai - dormia.
Ok, tive que pular a janela porque a porta estava trancada à chave...
Mas era um detalhezinho à toa. A janela estava aberta! E como Lenine diria décadas depois, "a Lua me chama, eu tenho que ir pra rua". Foi algo semelhante que me convenceu que eu estava tomando a decisão lógica.
Afinal, eu queria ir lá fora, a música e as vozes familiares dos vizinhos me acalmaram, e, se eu quisesse mesmo ir, só me restava a janela do quarto.
E fui.
A casa era muito antiga, daquelas cujo alicerce ficam também acima do nível da rua aproximadamente 1m. Não que eu soubesse isso à época. Mas tinha uma fina divisão na pintura que permitia que eu apoiasse os pés, os firmasse, para então soltar a janela e escorregar para o chão. Ah! Eu já havia pulado a janela durante o dia também. Isso facilitou.
Primeira etapa vencida, ganhei o quintal. Fui andando até o portão da garagem e vi as luzes e os rostos amigos. Tanto de pais quanto de crianças.
Não, sair do quintal não! Não podia, porque minha mãe não me permitiu ir à festa.
Mas ela não proibiu que eu ficasse observando a festa do alto do muro, sentada lá em cima. Vendo as pessoas conversarem, rirem, confraternizarem.
Os vizinhos se alarmaram, claro, ao me verem sozinha a altas horas naquele paredão.
"Menina, o que está fazendo aí em cima!? Cuidado, você pode cair!"
"Não, estou acostumada e quero ver a festa!"
Feliz e orgulhosa do meu feito, eu reinava do alto daquele muro quando meu sexto sentido me fez olhar para a esquina. A iluminação na curva não era boa, mas eu reconheceria - como ainda reconheço - aquela silhueta em qualquer lugar, em qualquer circunstância.
Como um raio, desci do muro num piscar de olhos e tentei voltar por onde saí.
Droga de tamanho! Eu não tinha altura, nem sabia o jeito de escalar para o alto da janela ainda...
E foi assim que meu pai me flagrou depois das onze da noite, aos cinco anos de idade, tentando voltar para casa entrando pela janela do quarto.
Coitado... Ficou tão nervoso que acusou a família inteira de desleixo. Meus avós sonolentos, meus tios confusos, minha mãe chocada...
Jamais esqueci aquele dia.
Melhor ainda: jamais esqueci aquela sensação! O sentimento de "eu posso", "eu consigo", "eu farei", "eu fiz"!
Aprendi minha lição: nem sempre o que não é dito é permitido.
E, o mais importante: durante dias a fio treinei escalar a janela de volta. Só sosseguei quando consegui...rs
Quarenta anos depois, ainda sinto "frio na espinha" frente a algo desafiador. Aí eu lembro daquele dia...
Vou e escalo o muro. Pois nada supera o sabor da conquista!

domingo, 26 de outubro de 2014

De tijolos

Alguns se dizem diferentes.
Outros se dizem mais iguais.
Há também aqueles que não são.
Nunca foram.
Nunca serão!
Lamentável é perceber que pensam ser únicos.
Para então constatar que não passam
de "outro tijolo na parede"...

Um dos melhores álbuns de todos os tempos,
"The Wall", do Pink Floyd. Fonte: Funnyjunk.com

domingo, 14 de setembro de 2014

Em tempos onde tudo é fácil e banalizado, um ícone resiste: a pin-up.

Nada contra piriguetes (cada um na sua!), mas prefiro sutileza.
Elegância nunca sai de moda. E não estou falando só de roupas.
Mas também de valores, relacionamentos, comportamentos elegantes.

Voltando às pin-ups...
Adoraria me vestir como a Rita Hayworth no dia-a-dia, mas provavelmente me chamariam de maluca! (Melhor deixar para uma festa mais chic...)
Mas o estilo é percebido em várias garotas que gostam de ser sexy sem vulgarizar.

Espiem algumas pin-ups modernas:

Fonte: DigitalSpy
Fonte: Portais da Moda.



















Dita Von Teese




Fonte: Imagensgratis.com.br
Fonte: Pense o que quiser.
Pitty





Fonte: The PinUp Art.
Fonte: The PinUp Art.
Taylor Swift





Fonte: Atrl.net.
Fonte: Posh24.com
Katy Perry




Fonte: BernieDexter.com
Fonte: BernieDexter.com

Bernie Dexter



Mais sobre pin-ups?
Dêem uma olhada:
Superinteressante: O que é uma pin-up?
Hypeness: As verdadeiras pin-ups
Obvious: Pin-up girls: entre a sensualidade e a inocência
Menteflutuante Retrô: Pin-ups Clássicas x Pin-ups Modernas

sábado, 13 de setembro de 2014

Gerúndio ou particípio?


Foto: Reflexões de nós.
E onde é que você está?
Na crista da onda, no topo?
No fundo do poço, na vala?
Descendo? Subindo?
Chorando? Sorrindo?
Sozinho? Amparado?
Esperando? Encostado?
Deitado? Parado?
Movendo? Agitado?
Gritando? Calado?
Sonhando? Acordado?
Fazendo?
Agindo?
Agindo.
Fazendo.
Construindo. Construindo.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Ah, Pedro Mariano... "Pra você Dar o Nome"

Deixa pra lá
Que de nada adianta esse papo de agora não dá
Que eu te quero é agora e não posso nem vou te esperar
Que esse papo de um tempo nunca funcionou pra nós dois

Sempre que der
Mande um sinal de vida de onde estiver dessa vez
Qualquer coisa que faça eu pensar que você está bem
Ou deitada nos braços de um outro qualquer que é melhor
Do que sofrer
De saudades de mim como eu tô de você, pode crer
Que essa dor eu não quero pra ninguém no mundo
Imagina só pra você

Quero é te ver
Dando volta no mundo indo atrás de você sabe o quê
Rezando pra um dia você se encontrar e perceber
Que o que falta em você
Sou eu
(De Tó Brandileone)

segunda-feira, 10 de março de 2014

É muita pirita se sentindo ouro

Pirita. Fonte: Museu Geológico da Bahia.
Como separar o joio do trigo?

Bem, sou química de coração e formação, então coloco minha reflexão em termos mais familiares.

O que é ouro, o que é pirita?
Dá para perceber de cara, principalmente se você já teve o metal precioso em suas mãos.
Mas essa mania de alquimista que não nos larga é uma coisa...
Não existe transmutação! A pedra filosofal é um embuste!
Assim como alguns. Infelizmente.

domingo, 2 de março de 2014

Sinto

Fonte: Desfato



Provo cores, vejo sabores.
Ouço o futuro, pego aromas.
Compreendo, sem estranheza.
Só confundem-se os sentidos.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Lugar x espaço

"Quem foi a Portugal perdeu seu lugar"
Fonte: Portal RAC
"Quem foi à roça, perdeu a carroça"
"Quem foi ao vento, perdeu o assento"

Quem conquista seu próprio espaço de forma limpa não teme ser roubado.
Quem vai para Portugal pode ter seu trono furtado, mas jamais sua majestade.

Pode perder o lugar, o assento.
Mas quem o tomou, terá que conviver com a sombra daquele que foi usurpado. E com o eco de sua própria consciência.

sábado, 11 de janeiro de 2014

"Chances are..."

Querer? O que eu quero fazer?
Tão difícil explicar...

Não quero sofrer.
Não quero antecipar.
Não quero perder.
As chances são tão ínfimas...

Por outro lado...
Quero me perder no olhar, em seu sorriso.
Quero os sonhos dele nos meus.
Quero sentir a leveza que sinto quando estou a seu lado.

Passear numa nuvem imaginária de alegria,
A alegria que ilumina minha face
E me faz acreditar em "sim's" mesmo quando só há "não's".
Que torna o vendaval brisa, e a incerteza... esperança.

Salar de Uyuni, Bolívia. Fonte: paperdream.blog