Transcrevo aqui parte de uma troca de posts, que descreve maravilhosamente uma das fases mais felizes da minha vida. A maioria não vai entender do que se trata, mas para quem viveu "o banquinho"... ah... Quanta saudade...
Yan:Márcia, hoje me lembrei de você e dos nossos tempos de banquinho (inesquecíveis) . Estou em casa assistindo Star Wars V (THE EMPIRE STRIKES BACK) e estava explicando para minha enteada o contexto que esse filme foi lançado, sua inovação, mensagem e o principal PODÍAMOS ASSISTIR VÁAAARIAS SESSÕES COM UMA ÚNICA ENTRADA !!!
Márcia:Saudade dos tempos do banquinho!...rs... Nossa principal preocupação era decidir se assistiríamos a sessão da tarde, ou se íamos dormir... hehe
Yan:Isso mesmo, fora o CRISTA-DE-GALO UNPLUGGED, dudu e a Simone Pandeiro falando besteira, a Maninha suspirando pelo piolho, o Zé Marco, Julio Araujo e o Claudio Galinha zoando todo mundo, o Alberto falando da Cristine, a Cláudia e seu papo-cabeça, o Titio com papo universitário, a Patricia Carla como bad-girl, a Valéria Carmo sempre contemporizando as diferenças, fora o Alexandre Sacramento que de vez enquando aparecia com seu humor inigualável!!! Realmente muita qualidade, variedade e o principal, diversão com um certo toque de informação com cultura (haja vista que não existia web).
Para você, que sentou conosco naquele banquinho, um beijo mais que terno.
Ser poeta é ser mais alto, é ser maior Do que os homens! Morder como quem beija! É ser mendigo e dar como quem seja Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!
É ter de mil desejos o esplendor E não saber sequer que se deseja! É ter cá dentro um astro que flameja, É ter garras e asas de condor!
É ter fome, é ter sede de Infinito! Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim... É condensar o mundo num só grito!
E é amar-te, assim, perdidamente... É seres alma, e sangue, e vida em mim E dizê-lo cantando a toda a gente! Mais de Florbela Espanca? Visite o Jornal de Poesia em http://www.revista.agulha.nom.br/flor.html
domingo, 13 de novembro de 2011
Alguns telefonemas inesperados são como beijos surpresa: desconcertam, alegram, adoçam o dia! Estar perto nem sempre é possível, mas só ouvir a voz... já aquece o coração!
Por que "jogamos a toalha" e a cretina ainda fica presa na nossa mão?
Olha só, D. Saudade, vamos combinar uma coisa:
ou ele volta logo, ou paro de pensar no que até então já se provou impossível.
Minha vida já seguiu, mas o teimoso do coração, não!
Enquanto isso, uma canção de Tio Tom para lembrar a fossa nova - Ops! - Bossa Nova.
Chega de saudadeTom Jobim Vai, minha tristeza, e diz a ela que sem ela não pode ser. Diz-lhe, numa prece, Que ela regresse porque eu não posso mais sofrer. Chega de saudade, a realidade é que sem ela não há paz, não há beleza É só tristeza e a melancolia Que não sai de mim, não sai de mim, não sai Mas se ela voltar, se ela voltar Que coisa linda, que coisa louca Pois há menos peixinhos a nadar no mar Do que os beijinhos que eu darei Na sua boca. Dentro dos meus braços Os abraços hão de ser milhões de abraços Apertado assim, colado assim, calado assim Abraços e beijinhos, e carinhos sem ter fim Que é pra acabar com esse negócio de você longe de mim Não quero mais esse negócio de você viver sem mim
Era uma vez uma garota engraçada. Diferente das outras, ela não queria casar. Não acreditava em casamento, não para ela. Mas crer em família, sim! Família é a base de tudo!
O tempo passou, ela tentou acreditar por causa dos namorados que teve...
Sem sucesso...
Até que um dia, quando ela estava distraída, um rapaz conseguiu fazê-la querer isso, o "para sempre". E ela passou a crer!
Como antes já acreditava em família, sonhou então com o futuro.
Não seria perfeito, claro, mas como agora o casamento não era algo ilógico, ela acreditava que enfrentariam tudo juntos...
O casamento existe sim. Era possível, era lógico.
Mas o futuro se mostrou um presente diferente do que ela sonhara...
E foi a família, a noção de célula familiar, o amor, que novamente provou ser o alicerce de tudo.
A família para ela, como imaginada, como então sonhada, essa não será possível.
Mas o amor... ah, este só aumenta quando a gente se permite!
Cena do "Ritual da Família", do filme Lost Horizon.
Sonhei que me esperavas. E, sonhando,
Saí, ansioso por te ver: corria...
E tudo, ao ver-me tão depressa andando,
Soube logo o lugar para onde eu ia.
E tudo me falou, tudo! Escutando
Meus passos, através da ramaria,
Dos despertados pássaros o bando:
"Vai mais depressa! Parabéns!" dizia.
Disse o luar: "Espera! que eu te sigo:
Quero também beijar as faces dela!"
E disse o aroma: "Vai, que eu vou contigo!"
E cheguei. E, ao chegar, disse uma estrela:
"Como és feliz! como és feliz, amigo,
Que de tão perto vais ouvi-la e vê-la!"
_______
"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...
E conversamos toda a noite, enquanto
A via-láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.
Direis agora: "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?"
E eu vos direi: "Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas".