sexta-feira, 12 de dezembro de 2014



Aquele momento em que você não sabe se joga,
pendura ou deixa a toalha onde está...


Fonte da foto: Lista perfeita

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Anime-se



O que nos faz ser inteiros, e não metades?
Que nos torna humanos, e  não inanimados?

Há os que a rejeitam, que tentam subtraí-la de suas vidas.
Com isso, se dividem. Se descrevem, se limitam.
Pensam não fazer parte do todo, se achando mais que os outros.
Se enganam...

Emoção: na voz, estampada no rosto, no jeito de ser.
Emoção, sempre!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014





Coração às vezes cria asas.
E voa para as Canárias.
Para Tenerife!
Vá mas volte, tolinho.

domingo, 30 de novembro de 2014

Benditas reticências

Perversas. Intrigantes. Nostálgicas. Românticas.
Benditas reticências...
Nos fazem sofrer sempre que utilizadas: sempre deixam a... dúvida!

Incrível como elas se transportam para o dia-a-dia. Como se infiltram nas situações mais corriqueiras.
- "Ela estava vindo e então..."
Então o quê? O que aconteceu com ela?
Escorregou? Caiu? Encontrou alguém no caminho? Desistiu de ir?

Gosto de elaborar o pensamento com pontos, vírgulas.
Mas as benditas se insinuam sempre...
E potencializam as interrogações, quando quero exclamações!

Que o tempo passe e as leve embora.
Para longe, para onde não haja hesitação.
E que só restem...
certezas.

domingo, 23 de novembro de 2014

Mais

Bípedes, racionais e sentimentais.
Curiosos, ansiosos e sociáveis.
O ser humano, além de tudo que é, é ainda mais.
Tem necessidade de sentir-se mais. Fazer mais.

E realmente é!
Quando faz pelo seu próximo.
Quando não pensa somente em si mesmo.
Não apenas no final do ano... Se bem que já é um começo!

Então, que tiremos o foco do smartphone, desviemos os olhos das redes sociais e percebamos o que podemos fazer para tornar o dia de alguém mais leve.
Que seja por um momento, por uma fração de alegria, não importa!
Melhor ainda: importa sim...
Sempre importa!

terça-feira, 11 de novembro de 2014

De colibris

Ser amigo é ser colibri, não condor. 
Ser porta-voz de mágoas não é papel de um amigo.
Fonte: bodyart.batanga
Amigo é para proteger e acalentar.
Falar as verdades na hora certa e dar colo nas horas mais incertas.

Quando um é ferido, os outros se doem.
Querem que o sofrimento acabe, não se estenda...

Mas se perdurar, saiba que estarei aqui.
Assim como sei que outros, os verdadeiros, também estarão.
Porque amigos só querem o bem.

Se for preciso, tapamos o sol com a peneira, sim,
cantamos a música do Dumbo,
ou dançamos Locomia, só para alegrar.
Ou mandar a tristeza embora.

sábado, 8 de novembro de 2014

Pronta para a festa

Fiz as unhas, as sobrancelhas, as pernas...
O cabelo, a maquiagem, pus a roupa.
"A" roupa. A que cai com uma luva.
E então olhei no espelho...

Vesti o melhor sorriso.
Ergui a cabeça, sacudi os grilos e eles até que fizeram uma pausa e silenciaram.
A imagem era condizente com a expectativa: arrumada, bem-humorada, "pra cima"!
Mais uma mirada, viro para checar a lateral.
Encaro o espelho novamente.
E então eles me fitam...

Sim... Estes que não me deixam mentir, que não me permitem dissimular...
Esses dois faróis que me denunciam, me delatam...
De mão beijada, de bandeja,
Ou qualquer outra expressão idiomática que se queira utilizar para definir "dar bandeira".

A roupa disfarça, a maquiagem tapeia, o sorriso confunde.
Mas os olhos entregam.

domingo, 2 de novembro de 2014

Na conta certa

Dias loucos...
Gente que não compreende, ou não quer se entender?
Que não descobre, ou decide não achar?
Que quer o "mais", mas se contenta com o "médio".
Fonte: Figura, Weheartit.com.
Citação de "As Vantagens de Ser Invisível",
de Stephen Chbosky.
Ou não quer nada, mas finge almejar.
Dias loucos...

Gente que passa, que fica, não importa, pouco se importa...
Que tem pressa, mas prefere postergar.
Tem fome, mas faz voto de jejuar.
Decide, mas não sai do lugar.
Que encontra, mas prefere perder.
Dias de quê?

E quem paga? Eu? Você?
Pagamos todos, cada um a seu modo.
Uns com alegria, ou com euforia, fantasia...
Uns com a ilusão, outros com a reclusão.
No final, aceitamos a conta do que decidimos.
Cada um o seu quinhão.



quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Aos cinco no muro

Aos cinco, pulei a janela às 23 e fiquei no alto do muro, pois queria ver a festa que estava acontecendo na minha rua.
Rua sem saída, onde meus pais moravam desde antes de se casarem.
Como eu era pequena, na minha cabeça aquele muro era alto, sim, mas eu conseguia escalar.
Já o tinha feito de dia, então não eram simples detalhes que me fariam não subir só porque estava de noite. E porque toda a família - avós, tios, mãe, mas não meu pai - dormia.
Ok, tive que pular a janela porque a porta estava trancada à chave...
Mas era um detalhezinho à toa. A janela estava aberta! E como Lenine diria décadas depois, "a Lua me chama, eu tenho que ir pra rua". Foi algo semelhante que me convenceu que eu estava tomando a decisão lógica.
Afinal, eu queria ir lá fora, a música e as vozes familiares dos vizinhos me acalmaram, e, se eu quisesse mesmo ir, só me restava a janela do quarto.
E fui.
A casa era muito antiga, daquelas cujo alicerce ficam também acima do nível da rua aproximadamente 1m. Não que eu soubesse isso à época. Mas tinha uma fina divisão na pintura que permitia que eu apoiasse os pés, os firmasse, para então soltar a janela e escorregar para o chão. Ah! Eu já havia pulado a janela durante o dia também. Isso facilitou.
Primeira etapa vencida, ganhei o quintal. Fui andando até o portão da garagem e vi as luzes e os rostos amigos. Tanto de pais quanto de crianças.
Não, sair do quintal não! Não podia, porque minha mãe não me permitiu ir à festa.
Mas ela não proibiu que eu ficasse observando a festa do alto do muro, sentada lá em cima. Vendo as pessoas conversarem, rirem, confraternizarem.
Os vizinhos se alarmaram, claro, ao me verem sozinha a altas horas naquele paredão.
"Menina, o que está fazendo aí em cima!? Cuidado, você pode cair!"
"Não, estou acostumada e quero ver a festa!"
Feliz e orgulhosa do meu feito, eu reinava do alto daquele muro quando meu sexto sentido me fez olhar para a esquina. A iluminação na curva não era boa, mas eu reconheceria - como ainda reconheço - aquela silhueta em qualquer lugar, em qualquer circunstância.
Como um raio, desci do muro num piscar de olhos e tentei voltar por onde saí.
Droga de tamanho! Eu não tinha altura, nem sabia o jeito de escalar para o alto da janela ainda...
E foi assim que meu pai me flagrou depois das onze da noite, aos cinco anos de idade, tentando voltar para casa entrando pela janela do quarto.
Coitado... Ficou tão nervoso que acusou a família inteira de desleixo. Meus avós sonolentos, meus tios confusos, minha mãe chocada...
Jamais esqueci aquele dia.
Melhor ainda: jamais esqueci aquela sensação! O sentimento de "eu posso", "eu consigo", "eu farei", "eu fiz"!
Aprendi minha lição: nem sempre o que não é dito é permitido.
E, o mais importante: durante dias a fio treinei escalar a janela de volta. Só sosseguei quando consegui...rs
Quarenta anos depois, ainda sinto "frio na espinha" frente a algo desafiador. Aí eu lembro daquele dia...
Vou e escalo o muro. Pois nada supera o sabor da conquista!

domingo, 26 de outubro de 2014

De tijolos

Alguns se dizem diferentes.
Outros se dizem mais iguais.
Há também aqueles que não são.
Nunca foram.
Nunca serão!
Lamentável é perceber que pensam ser únicos.
Para então constatar que não passam
de "outro tijolo na parede"...

Um dos melhores álbuns de todos os tempos,
"The Wall", do Pink Floyd. Fonte: Funnyjunk.com